A educação inclusiva como caminho profissional

Com o apoio do Senac, Jefferson Alves aprendeu a se posicionar ativamente na vida, ganhou o mundo e construiu uma trajetória focada em ajudar pessoas.

28 jul 2026 | Atualizado 29 jul 2026

Jefferson está sorridente, de braços cruzados utilizando roupa social e usando óculos

Foto: arquivo pessoal

Desde muito cedo, o pedagogo e educador Jefferson Alves convive fortemente com a cultura do trabalho, cultivada pela sua família. Ainda criança já gostava de fazer companhia ao pai enquanto ele prestava serviços como mestre de obras na construção civil.    

Nesse mesmo ambiente, aos 11 anos, contemplou o horizonte e percebeu a dimensão da cidade e do mundo. Foi um momento simbólico, pois vislumbrou um futuro profissional diferente do de seu pai. Ali teve certeza de que traçaria uma trajetória diferente.  

Jefferson atuou em várias frentes, sempre comprometido em ajudar as pessoas. Quando era bem jovem, se ofereceu, por exemplo, para traduzir notícias sobre os lançamentos dos filmes do Harry Porter a um site de fãs.  Foi durante essa atividade, inclusive, que aprimorou e adquiriu fluência no inglês por conta própria.   

Mais tarde, tornou-se Jovem Aprendiz contratado pelo supermercado Makro Atacadista e, simultaneamente, frequentou o curso do Programa Senac de Aprendizagem no Senac Penha. Foi uma formação inicial, com muitos conceitos apreendidos, que reflete na sua carreira desde então.   
 



No Senac, Jefferson aprendeu a absorver todas as oportunidades que surgiam na sua vida. Desenhou uma trajetória dinâmica, marcada por uma postura questionadora e reflexiva diante das situações que acontecem no seu dia a dia. 
 

 

O primeiro contato com a educação foi como professor de inglês em uma escola de idiomas aos 18 anos. O foco continuava em ajudar pessoas que possuíam dificuldades de aprendizagem.  

Com o tempo, percebeu que a educação era seu caminho profissional e decidiu prestar vestibular para Letras, na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Durante o curso, Jefferson passou a se interessar pela educação inclusiva.    

 


"Passei a ter uma visão mais crítica sobre o acesso, a qualidade da educação e as oportunidades de superação." 
 

 

Ao atuar como coordenador pedagógico numa escola de idiomas, começou a implantar adaptações para estudantes com Transtorno do Espectro Autista, Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e deficiência visual. 

Em São Paulo, essa experiência levou o pedagogo a ingressar em uma escola internacional, cuja missão é muito parecida com suas crenças, seu modo de ser e pensar: a Red House International School, que oferece formação da educação infantil ao ensino médio, comprometida com o desenvolvimento das comunidades. 

 


"Os alunos são incentivados a aplicar seus conhecimentos e habilidades para enfrentar desafios mundiais e a contribuir com suas comunidades (do global ao local)" - Red House International School.   
 

 

Mais tarde, Jefferson conquistou o cargo de supervisor de Necessidades Educacionais Especiais para coordenar ações voltadas a estudantes neurodivergentes, participar da elaboração de políticas institucionais, promover formação continuada de professores e fortalecer uma cultura escolar inclusiva; um conceito, que por sinal, é muito bem defendido pelo educador. 

 

 

O seu trabalho, baseado fortemente na inclusão, despertou em Jefferson o desejo de se aprofundar ainda mais no tema.  

Conquistou uma bolsa em Harvard, uma das universidades americanas mais prestigiadas do mundo (fundada em 1636), para fazer mestrado em Desenvolvimento em Educação. A instituição se destaca em excelência acadêmica, produção de pesquisa e formação de líderes em diversas áreas do conhecimento.  

No caso de Jefferson Alves, Harvard representa a oportunidade de aprofundar estudos em desenvolvimento humano, ampliando sua atuação na promoção de práticas educacionais inclusivas. 
 
A expectativa do supervisor sempre foi expandir a prática da educação inclusiva nas escolas e, para isso, sabe que não se transforma nada sozinho. Daí a importância de formar profissionais que compartilham do desejo de aprender para mudar o mundo, o mesmo objetivo da faculdade de educação americana.  

 
 

 

Olhando para trás, para a luta dos pais na criação dos filhos e para o próprio esforço ao longo da vida, Jefferson jamais imaginou que chegaria tão longe. Porém, sempre teve a convicção de que a transformação pessoal e profissional que buscava passava pelo trabalho em prol das pessoas. Ao unir sua trajetória acadêmica ao compromisso com a inclusão, vê esse sonho plenamente realizado. 

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