Estágio ou jovem aprendiz? Conheça as modalidades e descubra em qual delas apostar!

Confira as principais diferenças entre estágio e jovem aprendiz para quem deseja começar no mundo do trabalho.

Imagem: uma moça jovem aperta as mãos de recrutadora firmando sua contratação como estagiária.

Ingressar no mundo do trabalho é um passo importante para muitos estudantes e jovens que estão em busca de desenvolvimento profissional. E, nessa trajetória, duas portas de entrada costumam se destacar: o estágio e o programa Jovem Aprendiz.

Ainda que ambas ofereçam a chance de adquirir experiência e desenvolver habilidades, essas modalidades têm propostas diferentes. Cada uma conta com requisitos de participação, formas de contratação e objetivos distintos. Por isso, é comum surgirem dúvidas na hora de decidir qual caminho seguir.

Neste texto, você vai entender o que define cada uma dessas oportunidades, conhecer seus principais benefícios e descobrir como escolher o melhor caminho para começar sua jornada no mercado de trabalho. 

Estágio ou Jovem Aprendiz, qual é o melhor caminho para o início da jornada profissional? 


Tanto o estágio, quanto o programa Jovem Aprendiz são previstos em lei e têm como principal objetivo facilitar o ingresso de estudantes e jovens no mundo do trabalho. No entanto, escolher entre uma modalidade ou outra depende de uma série de fatores, como idade, nível de escolaridade e objetivos profissionais.

Se você nunca trabalhou e está em busca da primeira oportunidade, o programa de aprendizagem pode ser uma ótima forma de abrir novos horizontes, já que oferece uma vivência em diferentes áreas dentro das empresas, além de formação teórica.

Por outro lado, se você está cursando uma graduação ou curso técnico e deseja uma experiência prática mais alinhada com a sua área de estudo, o estágio pode ser o melhor caminho.

Ou seja, a escolha entre as duas opções deve considerar: 

  • em que etapa da sua formação você está (ensino médio, técnico ou superior); 
     
  • qual é a sua meta: adquirir conhecimentos e desenvolver habilidades profissionais ou aplicar conhecimentos da sua área em contextos mais específicos; 
     
  • se você já teve alguma vivência anterior no mercado de trabalho; 
     
  • como está o mercado na sua área de interesse; 
     
  • qual oportunidade está mais alinhada com o seu momento de vida. 

O mais importante é olhar para o agora e refletir sobre qual experiência pode contribuir mais para o seu desenvolvimento. 

 

Imagem: um jovem aprendiz anota as informações sobre suas atividades no trabalho.
Seja para estágio ou jovem aprendiz, aprender sobre a profissão escolhida faz parte do trabalho!

Principais características do estágio 

O estágio é uma modalidade direcionada a estudantes que estão regularmente matriculados no ensino médio, técnico ou superior, com o objetivo de complementar a formação acadêmica por meio de vivências práticas no ambiente de trabalho.

Ele é regido pela lei nº 11.788/2008, que determina regras para essa relação, como a obrigatoriedade da matrícula ativa, o acompanhamento por um supervisor e a ausência de vínculo empregatício.

Essa atividade pode ser obrigatória, quando faz parte do currículo do curso, ou não obrigatória, quando o estudante decide participar por conta própria, buscando se desenvolver e ganhar experiência.

Entre os seus principais atrativos estão a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, desenvolver habilidades profissionais e ampliar a visão sobre o mercado. Além disso, sua jornada costuma ser flexível, o que ajuda o estudante a equilibrar os estudos e a rotina profissional. 

Principais características do Jovem Aprendiz 

O programa Jovem Aprendiz é uma política pública que visa à inserção de adolescentes e jovens no mercado de trabalho, conciliando formação teórica com prática profissional. Criado pela lei nº 10.097/2000, o programa é destinado a jovens de 14 a 24 anos que estejam matriculados no ensino fundamental, ensino médio ou que já tenham se formado.

Empresas com mais de sete funcionários em funções que exigem qualificação profissional são obrigadas por lei a contratar aprendizes, o que amplia o leque de oportunidades em diferentes setores e áreas de atuação.

Uma das grandes vantagens do programa é a possibilidade de adquirir experiência profissional com todos os direitos trabalhistas garantidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), como salário e FGTS.  Além disso, o aprendiz participa de cursos de formação em instituições qualificadoras, ampliando suas competências e conhecimentos sobre o mercado de trabalho. 

Principais diferenças entre estágio e jovem aprendiz: compare e decida! 

Agora que você já conhece as principais características de cada modalidade, vamos entender o que muda entre elas?

A seguir, destacamos os principais aspectos que diferenciam o estágio e o programa Jovem Aprendiz, para ajudar você a fazer uma escolha mais consciente e alinhada aos seus objetivos: 

Idade 

Uma das principais diferenças entre essas modalidades está na idade permitida por lei para participar de cada uma. Confira: 

  • Jovem Aprendiz: é exclusivo para pessoas entre 14 e 24 anos. No caso de pessoas com deficiência, não há limite máximo de idade definido em lei. 
     
  • Estágio: pode ser realizado a partir dos 16 anos, sem limite máximo de idade. Ou seja, é possível estagiar mesmo após os 24 anos, como ao fazer um curso superior de graduação ou pós-graduação. 

Escolaridade

As duas modalidades têm relação com a etapa de formação escolar em que a pessoa se encontra, mas com exigências diferentes:

  • Jovem Aprendiz: é destinado a quem está cursando ou já concluiu o ensino fundamental ou médio. Ou seja, mesmo que o jovem já tenha terminado os estudos, pode participar do programa.
     
  • Estágio: é preciso ter uma matrícula ativa em instituições de ensino, o que inclui alunos do ensino médio, técnico, superior, Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou pós-graduação, como especialização, mestrado e doutorado. A atividade também deve ter relação com a área estudada. 

 Vínculo empregatício 

O tipo de contratação é diferente em cada modalidade e influencia nos direitos garantidos ao jovem durante a experiência profissional: 

  • Jovem Aprendiz: tem vínculo empregatício com a empresa, formalizado por meio da carteira assinada (CLT). Isso garante ao aprendiz uma série de direitos previstos em lei, assim como maior segurança jurídica.
     
  • Estágio: não configura vínculo empregatício. A relação é formalizada por meio de um termo de compromisso, assinado entre o estudante, a instituição de ensino e a empresa. 

Benefícios 

Quando o assunto são os benefícios garantidos por lei, o programa Jovem Aprendiz oferece mais garantias. Por ter carteira assinada, o jovem tem acesso a uma série de direitos trabalhistas previstos na CLT, como: 

  • salário proporcional à carga horária (nunca inferior ao salário-mínimo por hora); 
  • vale-transporte; 
  • férias remuneradas; 
  • 13º salário; 
  • FGTS (com alíquota de 2%); 
  • contribuição ao INSS; 
  • formação teórica obrigatória em instituição qualificadora, como o Senac. 

Esse pode ser um fator decisivo na escolha entre estágio ou aprendizagem, especialmente para jovens em situação de vulnerabilidade social.

O estágio, por outro lado, não garante vínculo empregatício nem os mesmos direitos da CLT. No entanto, a legislação assegura benefícios, como: 

  • vale-transporte; 
  • bolsa-auxílio, exigida em estágio não obrigatório (concedida de forma facultativa nos estágios obrigatórios); 
  • seguro contra acidentes pessoais; 
  • recesso remunerado proporcional, após um ano de estágio; 

Existe, ainda, a possibilidade de benefícios adicionais, como vale-refeição ou auxílio-alimentação, definidos a critério da empresa. 

 

Imagem: estagiária sorri enquanto trabalha.
Saber como organizar seus horários é fundamental para aprender e entregar as demandas de trabalho.

Carga horária 

A jornada de trabalho também varia entre estágio e Jovem Aprendiz, devendo respeitar os limites definidos em lei para garantir que o jovem consiga conciliar a experiência profissional com a formação educacional.

  • Jovem Aprendiz: carga horária diária é de até seis horas para quem ainda não concluiu o ensino fundamental. Os jovens que já finalizaram essa etapa podem cumprir até oito horas diárias, somando o tempo de atividades práticas na empresa e teóricas na instituição formadora.
     
  • Estágio: o limite é de 30 horas semanais, com jornadas de até seis horas por dia. Em casos de estágio obrigatório, a carga pode ser adaptada conforme a exigência do curso e o plano pedagógico. 

Duração 

Em ambas as modalidades, o contrato pode ter o mesmo tempo de duração. No entanto, o formato e a organização desse período variam em cada caso:

  • Jovem Aprendiz: o contrato também pode durar até dois anos, período necessário para cumprir cerca de 2.000 horas de programa, sendo 1.600 horas de prática na empresa e 400 horas de formação teórica em instituições como o Senac. O cronograma pode variar conforme o curso e a jornada semanal.
     
  • Estágio: a duração é limitada a até dois anos na mesma empresa, com exceção de pessoas com deficiência, que podem estagiar por mais tempo. A carga horária e o tempo total são ajustados conforme o curso e a disponibilidade do estudante, oferecendo mais flexibilidade.

Tanto o estágio, quanto o programa Jovem Aprendiz permitem que a pessoa seja efetivada na empresa ou faça um novo contrato em outra organização. 

Objetivo 

Quem participa do programa Jovem Aprendiz, geralmente, está iniciando a sua vida profissional. É uma oportunidade direcionada para quem está ingressando no mundo do trabalho começar a entender a dinâmica das empresas e desenvolver novas habilidades.

O estágio, por outro lado, é indicado quando a pessoa tem mais clareza sobre a carreira que deseja seguir. Ele permite aplicar na prática os conhecimentos adquiridos durante a sua formação, funcionando como um complemento.

Ambas as modalidades têm caráter formativo e compartilham o mesmo ponto de partida: ajudar jovens a ingressar no mercado de trabalho. No entanto, cada uma tem propósitos distintos e se aplica a perfis diferentes. 

Formação teórica 

No caso do estágio, a formação teórica está diretamente vinculada ao curso regular que o estudante está fazendo. Ou seja, deve estar matriculado e frequentando uma instituição de ensino, e as atividades devem estar relacionadas à área estudada. A proposta é aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula.

Já para participar do programa Jovem Aprendiz, o estudante deve, obrigatoriamente, estar matriculado em um curso de aprendizagem. Essa exigência está prevista por lei e garante que, além da experiência prática nas empresas, o jovem também desenvolva conhecimentos teóricos que contribuam para sua formação profissional e pessoal.

No Senac São Paulo, o programa é estruturado em três dimensões: 

  • mundo do trabalho: o jovem aprende sobre rotinas, funções, responsabilidades e relações profissionais no ambiente corporativo; 
     
  • desenvolvimento pessoal: no qual é estimulado a se conhecer melhor, identificar suas habilidades e refletir sobre seus próprios caminhos; 
     
  • participação social: o programa também convida estudantes a olhar para sua comunidade e para o papel que podem exercer na sociedade. 

Esses três pilares caminham juntos e são a base da proposta pedagógica, que busca formar o cidadão trabalhador. Durante o curso, estudantes são convidados a refletir sobre desafios da rotina do trabalho, a descobrir novas habilidades e a repensar seus caminhos, profissionais e pessoais.

Quer saber mais sobre o curso e como participar?

Saiba como funciona o Programa Jovem Aprendiz do Senac São Paulo no Senac São Paulo e dê o seu próximo passo!

 

BARRA DE PROGRESSO - FINAL DO CONTEÚDO

Colaboração:
https://www.sp.senac.br/documents/51828463/0/RICARDO+AUGUSTINHO+DA+SILVA.jpg/d374f2d8-9440-a9e4-ec4a-04eccd340aec?version=1.0&t=1762863709093&imagePreview=1
Ricardo Augustinho da Silva
docente do Programa de Aprendizagem do Senac Jabaquara
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