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19/03/2019 14h58min

Indicador de desempenho: o recurso para tirar o planejamento estratégico do papel

Professor revela métodos e etapas fundamentais para a gestão estratégica e eficaz.

Sobreposição de imagens sendo uma fotografia ao fundo de homem sentado utilizando um computador e em primeiro plano um notebook com diversos gráficos sobre uma mesa.

Depois de horas de dedicação, pesquisa, estudos de mercado e inúmeras reuniões, enfim, a empresa construiu um planejamento estratégico.

Com o documento em mãos, a equipe sabe quais são os caminhos a seguir e os objetivos a serem alcançados. Mas, não é segredo para ninguém que só planejar não vai trazer resultados.

"Sabe-se que o planejamento é responsável por pouco mais de 1% dos resultados obtidos, os outros 99% são consequência da implantação e do monitoramento das ações previstas", alerta Eduardo Soares*, professor de pós-graduação do Senac Ribeirão Preto.

Então, como integrar tudo isso à rotina? 

Confira 5 passos fundamentais para tirar os planos do papel:

1 - Mapear todos os processos e recursos necessários para implantação do planejamento, entre eles: pessoas, equipamentos, softwares e métodos.

2- Dividir o planejamento estratégico em etapas e metas objetivas.

3- Distribuir responsabilidades para cumprir etapas e metas. 

4- Motivar a equipe. Isso ajuda a gerar pertencimento - o plano passa a pertencer a todos.

5- Avaliar o desempenho. Passo fundamental para acompanhar os resultados alcançados e facilitar ajustes de rota, quando necessário.

Métodos de avaliação de desempenho 
Já deu para perceber que o desempenho de cada profissional envolvido no cumprimento do plano está totalmente ligado ao sucesso da organização. 

Por isso, Eduardo destaca que a avaliação de desempenho é uma ferramenta estratégica. "Sem avaliação e monitoramento dos processos não é possível analisar a performance de gestores e funcionários para que o plano se torne eficaz", justifica.

Conheça os métodos de avaliação de desempenho mais usados por líderes eficazes:

- Feedback: é uma das ferramentas mais importantes e conhecidas, que, pelo diálogo, torna a confiança e a troca de informações possíveis durante a avaliação.

- Relatório: utiliza um diagnóstico com pontos fortes e fracos sugerindo melhorias individuais.

- Avaliação por escala: é feita ao preencher um formulário em colunas com competências, habilidades e comportamento esperados do profissional. A partir dela, cada variável é avaliada conforme uma escala de valores crescentes ou decrescentes (ruim, regular, bom ou ótimo). 

- Avaliação 360 graus: não avalia um profissional específico, mas todos da equipe, inclusive gestores. Com uma análise mais ampla, permite entender o desempenho do funcionário e seu relacionamento com os níveis hierárquicos.

- Avaliação por competências (CHA): é baseada em três fatores: conhecimento, habilidades e atitudes. Preza pelas competências do funcionário: saber algo, saber fazer e saber como fazer.

- Avaliação por resultados: aponta os resultados quantitativos do funcionário. Em vendas, por exemplo, mostra metas cumpridas e indicadores de avanço ou retrocesso de conversão.

Indicadores de desempenho
Não importa qual é a ferramenta de avaliação utilizada, os indicadores de desempenho são essenciais para qualquer modelo escolhido. Eles quantificam a performance da equipe e revelam se os objetivos esperados estão sendo alcançados. 

Conhecidas também como Key Performance Indicator (KPIs) ou indicadores-chave de desempenho, essas métricas variam de acordo com o modelo de negócio e o que se quer observar em determinado setor ou momento. 

São essenciais para a gestão, afinal, o que não é mensurado não pode ser gerenciado. "Ajudam a encontrar elementos de diferenciação, criar estratégias de relacionamento com o cliente, inovar, criar fórmulas para atender com excelência, entre outros", diz. 

Existem três tipos de indicadores de desempenho:

Indicadores operacionais: são de curto prazo e se vinculam diretamente com a operação do dia a dia e com o andamento dos processos.

Indicadores táticos: compõem um plano de ação e são aplicados a cada área da empresa. Se efetiva em um prazo mais curto que os objetivos estratégicos, mas devem contribuir para ele. 

Indicadores estratégicos: Estão ligados à missão e à visão do negócio e serão atingidos a longo prazo. Costumam ser definidos depois de uma análise de cenários interno e externo e dos diferenciais da empresa, com ajuda da análise SWOT.

"Para um planejamento estratégico, é importante usar os indicadores estratégicos, pois apontam o caminho que a empresa irá seguir nos próximos 3 ou 5 anos", completa o especialista.

Exemplo
Para explicar como isso funciona na prática, o professor cita um exemplo de indicador estratégico: Caso uma empresa queira lançar duas linhas de produtos no mercado nos próximos 5 anos, é preciso estabelecer um número que seja viável para alcançar, por exemplo, um market share de 52% como indicador.

Porém, é preciso utilizar mais de um método para tomar uma decisão eficaz, principalmente, ao monitorar processos em curto prazo. Combinar o indicador estratégico acima com avaliação de resultados, por exemplo, mostra se os objetivos estão sendo alcançados.

Gestão estratégica
O papel do líder é fundamental para fazer o planejamento estratégico acontecer. Ele deve ajudar a equipe em cada etapa, motivando e dando condições de trabalho, além de desenvolver, junto com o liderado, um plano de ação com metas individuais alinhadas aos indicadores e ao planejamento da empresa.

"Dê apoio e se mostre presente, isso pode o ajudar a ter autoconfiança e saber que o esforço de seu trabalho está em algo que realmente vale a pena", orienta Eduardo.

Para ser um gestor estratégico é preciso ter a mente sempre aberta a novos cenários e respostas e nunca esquecer de dar um feedback à equipe. Isso fará com que os funcionários entendam que a atuação deles vai transformar o futuro da empresa, completa o professor.

Como ser um bom gestor? 
A gestão estratégica de negócios é um dos grandes desafios do mundo corporativo. Estudar para ser um especialista pode ser um grande diferencial para conquistar uma atuação focada em resultados e, ainda, gerar boas oportunidades para a carreira.

O Senac São Paulo oferece diferentes opções de cursos de pós-graduação na área de gestão e negócios. Entre eles estão a pós-graduação em Gestão Estratégica da Inovação e a pós-graduação em Gestão Estratégica de Pessoas.

Nos dois cursos, o aluno aprende desde a elaboração de um plano de ação, baseado na situação real de uma empresa, até a se tornar um bom gestor sempre estudando teorias contemporâneas. 

Além disso, os conceitos são aplicados durante os módulos e, ao final, em um projeto prático de consultoria (estudo de caso) no trabalho de conclusão de curso (TCC).

Na pós-graduação em Gestão de Pessoas do Senac Ribeirão Preto, por exemplo, os indicadores de desempenho já foram tema de TCC. O professor conta que um dos trabalhos estudou como a equipe de vendas de uma construtora da região utiliza cursos de capacitação para tornar os funcionários ainda mais motivados e alcançar um bom desempenho.

O trabalho foi apresentado pelo grupo ao gestor da construtora, que utilizou os dados para dar um feedback à equipe dele e, o mais importante, para traçar novas estratégias visando alcançar os objetivos da empresa, finaliza o professor.

Saiba mais sobre os cursos de pós-graduação em Gestão Estratégica de Pessoas, Gestão de Negócios e Gestão Estratégica da Inovação que o Senac São Paulo oferece.


*Eduardo Soares - especialista em mídias digitais. Responsável pela coordenação da pós-graduação em Marketing Digital e E-commerce do Senac Ribeirão Preto. É colunista na CBN Ribeirão e vice-presidente na Associação de Profissionais de Propaganda de Ribeirão Preto.

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Tags: KPI, Senac São Paulo, administração, gestão de pessoas, gestão e negócios, gestão estratégica, indicadores de desempenho, indicadores de performance, liderança, pós em gestão, pós-graduação Senac, rh


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