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31/01/2019 17h02min

Planejamento estratégico: etapas e ferramentas para a gestão eficaz das empresas

Professor explica também conceitos, vantagens e tendências para elaborar um plano de ação para os negócios.

Pessoas conversam ao redor de uma mesa com papéis, post-its coloridos e notebook

Não importa qual é a meta a ser alcançada, o planejamento estratégico é fundamental para traçar um roteiro e ajudar a empresa a trilhar o caminho até lá.

Isso vale para inovar em serviços ou produtos, conquistar mercados, alavancar vendas, reestruturar processos ou qualquer outro objetivo. Afinal, é a partir desse planejamento que se cria um plano de esforços para alcançar a situação desejada.

"Em outras palavras, é o ato de pensar e agir sobre como gerar valor para a empresa, seja um valor econômico, ambiental, social ou político", explica Felipe Pacca*, professor de pós-graduação do Senac São José do Rio Preto.

Felipe destaca que a definição de planejamento estratégico foi desenvolvida por Michael Porter, na década de 1980, que apresentou o Modelo das Cinco Forças de Porter ajudando as empresas a gerenciarem cada força para obter vantagens competitivas e sustentáveis.

Tendências
O mercado mudou, o perfil dos consumidores é outro, a tecnologia avança em alta velocidade e a condução do negócio não pode continuar a mesma diante disso. E se o cenário muda, as inovações do mercado também precisam se encaixar no planejamento estratégico para trazer os melhores resultados para as organizações.

Mas como aplicar essas tendências ao planejamento estratégico? Para Felipe, o caminho é verificar e acompanhar os desejos das pessoas para estar alinhado aos futuros mercados.

Afinal, uma empresa nasce para resolver um problema específico e, se a tecnologia avança, isso naturalmente impacta na solução dessa questão, tornando muitos negócios ultrapassados e desnecessários. "O importante é perceber que os problemas que as empresas resolvem são originados de desejos das pessoas e os desejos são revistos diariamente", afirma.

Papel do líder
Para elaborar um planejamento estratégico é preciso ouvir o maior número de pessoas possível. Porém, segundo Felipe, a definição deve ser idealizada por profissionais que possuam um nível estratégico de decisão na empresa.

Ele ressalta que a empresa possui três diferentes níveis de estruturação da equipe: operacional, tático e estratégico. O operacional é orientado pelas atividades que deve realizar e o tático organiza o operacional conforme as orientações recebidas. Já o estratégico foca na macroestrutura e deve definir a visão da empresa, incluindo o planejamento estratégico.

Nesse contexto, o papel da liderança é facilitar a execução do planejamento. "Independentemente do nível em que esteja, cabe ao líder direcionar, incentivar e atuar ativamente para o melhor funcionamento da empresa de acordo com o planejamento estratégico", diz.

Etapas
Para elaborar o modelo das cinco forças, Felipe destaca que Porter propõe um planejamento estruturado em quatro elementos-chave e explica o que deve ser feito em cada etapa:

Forças e fraquezas, oportunidades e ameaças da empresa: aqui é realizada a famosa análise SWOT, que identifica forças (S), fraquezas (W), oportunidades (O) e ameaças (T) da empresa.

Valores pessoais dos principais implementadores: são definidos valores, visão e missão da empresa, essenciais para a tomada de decisão (quem somos, o que queremos, para onde vamos, como chegaremos lá).

Expectativas societárias mais amplas: são definidas expectativas sociais, mudanças tecnológicas, necessidades ambientais e elementos que impactem a sobrevivência da empresa.


Em seguida, esses elementos-chave devem ser incorporados a um sistema de análise estratégica que é composto por:

Entradas (inputs): Nessa etapa, são recolhidos dados sobre o ambiente em que a empresa se encontra, sobre a própria empresa e sobre a realidade futura que se deseja alcançar.

Atividades: Agora acontece a aplicação de ferramentas para a definição do planejamento estratégico a partir da análise das cinco forças às quais a empresa está sujeita.

Produtos (outputs): Traduz em um documento os resultados da etapa de Atividades, seja em um plano de ação, processo de comunicação ou elemento gráfico.

Resultados: São indicadores resultantes dos produtos que servirão como novas entradas para a elaboração de atividades corretivas para que não se percam os objetivos definidos.

Ferramentas
Diversas ferramentas podem facilitar o planejamento estratégico. Felipe destaca três opções:

Análise SWOT: ferramenta que cruza as oportunidades e ameaças externas à intenção estratégica da organização, levando em conta sua missão, visão, valores e objetivos, com as forças (pontos fortes) e fragilidades (pontos para melhoria). Como resultado, obtém-se um diagrama que apresenta visualmente os quatro elementos analisados.

Balanced Scorecard (BSC): ferramenta que analisa relação entre as perspectivas financeira, do cliente, interna e de aprendizado/crescimento da empresa e traduz a estratégia em ações operacionais que direcionam o comportamento e o desempenho. "É fruto dos estudos de Kaplan e Norton, que propuseram o modelo para acompanhar o planejamento estratégico a partir de um mapa de inter-relações dos sistemas da empresa", explica.

Value Proposition Design (VPD): é a mais nova dessas ferramentas e tem como objetivo construir valor inovador para a empresa, buscando equilibrar missão, visão e valores com o planejamento estratégico. Utiliza desenho de soluções, testagem e acompanhamento de resultados. "Criada por Osterwalder e outros parceiros, busca diminuir a sobrecarga, potencializar as reuniões e envolver as pessoas em projetos inovadores", diz Felipe.

Ele explica como utilizar as três ferramentas em conjunto para elaborar o planejamento estratégico. "Inicia-se o processo com a análise SWOT, identificando as principais forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Em seguida, desenvolve-se o VPD, definindo os passos para o desenvolvimento da proposta de valor. Por fim, aplica-se o BSC para acompanhar o processo e direcionar novos esforços", finaliza.

Vantagens
De acordo com o Sebrae, a partir desse processo de análise, a equipe estratégica terá clareza sobre três questões: Onde a empresa está? Para onde quer ir? Como chegar lá?.

Essas respostas resultam em um planejamento que se tornará assertivo na gestão do negócio e traz diversas outras vantagens. Felipe destaca três delas: melhoria dos processos internos; relações de trabalho mais eficientes e rapidez na transmissão de informações.

O professor ressalta que, assim, os processos e as relações entre as pessoas se tornam mais produtivos, criando um ambiente de compreensão dos papéis de cada um e estimulando a motivação de todos.

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* Felipe Colombelli Pacca - doutorando em educação e especialista em gestão estratégica de negócios, gestão de pessoas e marketing. É professor de pós-graduação no Senac São José do Rio Preto.

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