Conheça o Senac  >  Histórico  >  1940


1945

Entre os dias 1º e 6 de maio, um grupo de empresários dos setores da agricultura, comércio e indústria reuniu-se em Teresópolis, cidade do Rio de Janeiro, para a 1ª Conferência das Classes Produtoras do Brasil (Conclap) a fim de discutir os problemas econômicos de nosso país. O documento final da Conclap foi a Carta Econômica de Teresópolis, que recomendava, entre outros pontos, o combate à pobreza, o desenvolvimento das forças econômicas e a justiça social. O documento, depois conhecido como Carta da Paz Social, propunha ainda o custeio de serviços sociais aos trabalhadores com recursos das classes patronais. E, para fazer frente à complexidade crescente das funções especializadas na área mercantil, sugeria a intensificação e o aperfeiçoamento do ensino de comércio, economia e administração, além de estimular a criação de escolas pré-profissionais.

Conferência das Classes Produtoras do Brasil. Teresópolis, RJ, em maio de 1945.
Encerramento da Conferência das Classes Produtoras do Brasil. Teresópolis, RJ, em 1945. Fonte: Acervo do Centro de Memória do Sistema FIEMG. Fotógrafo não identificado.

1946

Criação do Senac em nível nacional
O surgimento do Senac, especificamente, é resultado dos decretos-lei nº 8.621 e 8.622, de 10 de janeiro de 1946, pelos quais o governo federal autorizava a Confederação Nacional do Comércio (CNC) a instalar e a administrar, em todo o país, escolas de aprendizagem comercial para trabalhadores entre 14 e 18 anos, com cursos de continuação e de especialização para comerciários adultos, e determinava a aprendizagem dos comerciários, estabelecendo deveres para empregadores e trabalhadores. A instituição nasce de forma descentralizada e autônoma por meio de Conselhos Regionais e Departamentos Regionais em cada um dos Estados da União.

Senac São Paulo
O Senac São Paulo começa a escrever sua história em 13 de julho de 1946, com a eleição do primeiro Conselho Regional, presidido pelo empresário Brasílio Machado Neto. Em 1º de setembro de 1946, é instalada a Administração Regional na rua Florêncio de Abreu, 305. Sob a gestão do primeiro Diretor Regional, Francisco Garcia Barros, logo são criadas as divisões de administração e prestação de serviços educacionais. Iniciativa importante foi a realização de diversos estudos para analisar profissões e funções da época, bem como para balizar a instalação das primeiras unidades educacionais.

Pioneirismo paulistano
O Conselho Regional do Estado de São Paulo foi o primeiro do Brasil a iniciar suas atividades e a planejar seu órgão executivo, denominado Departamento Regional de São Paulo. Instalado em 1º de setembro desse mesmo ano no prédio da Associação Comercial da capital, o Senac São Paulo inicia seu trabalho.

Reunião do Conselho Regional do Senac. São Paulo, 1951. Fonte: Memória Institucional

Aniversário do Sr. Brasílio Machado Neto, primeiro Presidente da Federação do Comércio no Estado de São Paulo e dos Conselhos Regionais do Sesc e Senac. 1953 

1947

Implementação dos primeiros cursos: Praticante de Comércio e Praticante de Escritório, para jovens de 14 a 18 anos. Para os que não haviam concluído o primário o Senac São Paulo oferece um curso Preparatório e, para os maiores de 18 anos, os cursos de Balconista de Tecidos, Calçados e Ferragens, Arquivista e Caixa-Tesoureiro. Para viabilizar o desenvolvimento desses cursos são instaladas, em março, as escolas Senac "João Nunes Júnior", "Proost Rodovalho", "A. C. da Silva Telles" e "João Z. Ferreira Veloso" na Capital e nas cidades de Santos, Ribeirão Preto e Campinas. Lançamento da Universidade do Ar, programa de ensino a distância via rádio, promovido em parceria com o Sesc-SP, que inicia o Curso Comercial Radiofônico, transmitindo, a partir de novembro, aulas de Português, Aritmética Comercial, Ciências Sociais e Noções de Economia e Comércio.

Alunos em aula de Educação Física na Escola Senac “Castro Mendes” Campinas/SP Data: 1949

Alunos no Escritório-Modelo da Escola Senac da Capital, simulando atividades comerciais no curso Aspirantes ao Comércio. São Paulo, 1949. Fonte: Memória Institucional.

1948

Aquisição de edifício na Rua Galvão Bueno, na Liberdade, São Paulo, onde passam a funcionar os cursos de três escolas, que agrupadas passam a ter a denominação Escola Senac da Capital e, posteriormente, Escola Senac "Brasílio Machado Neto". Nesse ano, são criados o Escritório-Modelo e a Loja-Modelo para as aulas práticas, respectivamente, de rotinas de escritório e de técnicas de vendas, além do Museu Merceológico para as práticas de merceologia. Início do curso de Aspirantes ao Comércio para alunos com idade entre 12 e 14 anos. São implantados os cursos de Vendedor-Viajante e de Estenodatilógrafo na Escola Senac da Capital e começa o desenvolvimento do curso Prática de Enfermagem, em convênio com o Sindicato dos Enfermeiros de São Paulo, visando suprir os hospitais da Capital com profissionais habilitados. Lançamento das escolas Senac de Taubaté, Bauru e São José do Rio Preto, respectivamente denominadas "Marcelino de Carvalho", "Nelson Fernandes" e "Paiva Meira".

Alunos em aula do curso de Datilografia na Escola Comercial Senac de Campinas. Campinas, aproximadamente 1957. Agência Fotográfica Vasclo. Fonte: Memória Institucional.
Fachada do prédio da Escola Senac "Nelson Fernandes", localizado na rua 1º de Agosto, 2-71. Bauru, aproximadamente,1953. Fonte: Memória Institucional.

1949

Criação do Gabinete de Orientação Profissional e o Serviço de Colocação, dirigido para os menores que pretendem ingressar no comércio e acompanhar os aprendizes que concluíram o curso de Aspirantes ao Comércio.
Implantação dos novos cursos A Arte de Falar em Público e Correspondência Comercial.
Instalação da Escola Senac "Henrique Bastos Filho", em Araraquara e da Escola Senac "Antônio G. L. Mont'Serrat", em Botucatu.

Fachada do primeiro prédio onde foi instalada a Escola Senac "Antônio G. L. Mont'Serrat", localizado na Praça Izabel Arruda, 72. Botucatu, 1965. Fonte: Memória Institucional.
Sala do Gabinete de Orientação Profissional da Escola Senac "Brasílio Machado Neto". São Paulo, 1955. Fonte: Memória Institucional.