Senac Lapa Scipião comemora o quinto ano do programa Jovem Aprendiz
O objetivo é profissionalizar adolescentes que serão encaminhados e contratados por empresas dos setores de Comércio e Serviços na condição de aprendizes
O que começou pequeno em 2002 se transformou em um dos projetos mais rapidamente bem sucedidos que o Senac já participou. O Programa de Aprendizagem em Comércio de Bens e Serviços, anteriormente chamado de Jovem Aprendiz, chega ao quinto ano com cinco turmas e mais de 200 alunos atendidos somente na unidade Scipião, em São Paulo.
O programa atende a jovens de 14 a 24 anos, que devem estar cursando, no mínimo, o Ensino Fundamental ou o Médio. O objetivo é profissionalizar adolescentes que serão encaminhados e contratados por empresas dos setores de Comércio e Serviços na condição de aprendizes, em cumprimento à Lei nº 10.097, de 19 de dezembro de 2000.
“Começou como uma obrigação a partir da legislação e hoje em dia se tornou uma necessidade para todos os envolvidos”, explicou Isabel Leme, Coordenadora de Aprendizagem Comercial do Senac. Segundo ela, o programa não tem como objetivo apenas formar jovens para o mercado de trabalho, mas sim também
transformá-los em pessoas melhores,
empreendedoras e com responsabilidade social.
Simultaneamente, os jovens cursam o programa e trabalham nas empresas. Durante o curso, são desenvolvidas as competências básicas necessárias para a permanência dos aprendizes no mercado de trabalho. As atividades contam com a parceria de empresas que vão desde emissoras de televisão como MTV, TV Cultura e Rede Globo, até Supermercados como Pão de Açúcar e banco Cacique. O último, por exemplo, efetivou seis jovens do projeto e já fizeram a solicitação de mais dezenove, que deverão começar em agosto.
“A princípio a empresa foi resistente à implantação do projeto, mas os menores aprendizes trabalharam tão bem que os próprios gestores pediram suas contratações”, revelou Fabiana Batista Bergamo, Analista de Recursos Humanos do Banco Cacique. Os jovens trabalharam em sistema de rodízio em diversas áreas da empresa nestes dois anos, desde o Crédito Pessoal até o Recursos Humanos, passando pelo Jurídico, Serviços Gerais e
Cobrança. “Eles amadureceram
bastante nestes dois anos. Hoje são profissionais com a mesma responsabilidade de uma pessoa de 30 anos ou que tenha 10 anos de empresa”, completa.
Para o estudante Fernando Aparecido dos Santos Lima, 17 anos, efetivado no banco como auxiliar de Recursos Humanos, as atividades serviram de motivação e interesse para buscar seu lugar no mercado. “Para ser ter uma idéia de como a experiência com o Jovem Aprendiz foi positiva para a empresa, queremos implantá-lo em todas as nossas filiais pelo Brasil. Já estamos em contato com o Senac no Rio de Janeiro e em Minas Gerais”, concluiu a analista.