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06/06/2018 17h

Alunos acompanham impacto do trabalho de catadores na gestão de resíduos sólidos

Mão com luva amarela segura garrafa de plástico e saco de lixo

Já faz quase 30 anos desde que 20 catadores de papel se reuniram e participaram da criação da primeira cooperativa de reciclagem do Brasil, na zona oeste de São Paulo. Na época, a atividade ainda era vista com muito preconceito, além do desconhecimento sobre a importância dessa prática no cenário ambiental e sobre o potencial de retorno econômico para esses trabalhadores. 

Parte dessa história foi conhecida de perto pelos alunos da pós-graduação em
Gerenciamento de Resíduos Sólidos do Senac Jabaquara, que visitaram recentemente a sede da Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Aparas e Materiais Reaproveitáveis (Coopamare). 

Fundado em 1989, o grupo surgiu de um projeto de auxílio a moradores de rua realizado anos antes pela Organização de Auxílio Fraterno. Foi a partir de uma atividade da OAF que os catadores notaram como poderiam se beneficiar financeiramente dessa atividade.

A organização promoveu um evento para reivindicar os direitos das pessoas em situação de rua, no qual era necessário que cada integrante doasse a renda de um dia de trabalho. Na ocasião, os catadores de papel foram os que reuniram o maior valor. 

A partir daí, o grupo passou a se reunir no Centro Comunitário dos Sofredores de Rua, no bairro Glicério, que se tornou ponto de encontro e local de discussão desses catadores. Em 1986, com o objetivo de obter melhores preços no mercado, criaram a Associação dos Catadores de Papel. 

Três anos depois, a prefeitura cedeu o espaço sob o viaduto da avenida Paulo VI, em Pinheiros, e promulgou um decreto municipal que reconhecia o trabalho do catador como atividade profissional e garantia o direito ao trabalho. 

Os catadores receberam cursos de capacitação e firmaram convênio para remuneração da diretoria pelos serviços prestados à Coopamare. Estruturados, passaram a ter força junto a fabricantes e intermediários, assim como maior visibilidade junto a comerciantes, empresas e moradores da região.

Atualmente, a cooperativa conta com 80 profissionais cooperados e associados, além de 120 catadores independentes que passam por lá todos os dias, gerando em torno de 70 toneladas de materiais recicláveis por mês - um montante que poderia ser destinado de maneira irregular e prejudicar ainda mais o meio ambiente se não fosse o trabalho realizado pelos catadores. 

Além de conhecer a trajetória da cooperativa, os estudantes também puderam acompanhar os fluxos realizados pela Coopamare e o engajamento da comunidade local com a ação promovida pelos profissionais, aprofundando ainda mais os conceitos explorados em sala de aula e ampliando a visão a respeito do trabalho dos catadores.

Durante a visita, que integrou a disciplina Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, a turma ainda explorou as mudanças que ocorreram ao longo dos anos na área de reciclagem, como os diferentes tipos de materiais coletados. 

Os profissionais da cooperativa relembram que, no início, os principais resíduos recolhidos eram papel e vidro. Com o avanço da tecnologia, as embalagens e produtos foram dando espaço a novos resíduos, como plásticos de garrafas, isopores, baterias de celulares e outros descartes eletrônicos. 

Cenário nacional
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a estimativa é de que existam 600 mil catadores de materiais recicláveis no Brasil, atuando na coleta seletiva, triagem, classificação, processamento e comercialização dos resíduos reutilizáveis e recicláveis.

Apesar do valioso serviço ambiental prestado para toda a sociedade, a profissão foi reconhecida apenas em 2002 pelo Ministério do Trabalho e Emprego, quando a atividade foi inserida na Classificação Brasileira de Ocupações. 

Outro marco importante para a valorização desses profissionais foi a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que desde 2010 reúne uma série de orientações para avançar no enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. 

Entre elas, está a proibição da atividade dos catadores nos lixões, estimulando a integração dos trabalhadores na cadeia formal da reciclagem.

“A PNRS orienta que os modelos de gestão de resíduos sólidos das instituições públicas, privadas e do terceiro setor considerem a existência das cooperativas e dos catadores de material reciclável, cabendo aos especialistas do setor avaliar, levantar e articular essa participação na concepção na fase de projeto, instalação e viabilidade técnica e legal para a fase de operação”, diz Jorge Rocco, responsável pela coordenação da pós-graduação em Gestão Ambiental do Senac Jabaquara.

Além de atuarem fortemente na coleta seletiva, que é gerenciada pelo poder público, os catadores também passaram a ter mais aderência na logística reversa, que é de responsabilidade dos setores empresariais. Isso porque, em 2015, foi firmado um acordo federal com representantes do segmento para estimularem o reaproveitamento de embalagens, priorizando o apoio a cooperativas de catadores de materiais recicláveis nesse processo. 

Para Jorge, eles também contribuem diretamente na sensibilização ambiental junto à comunidade. “O catador tem um papel de agente multiplicador da informação sobre o sistema no qual está inserido, indicando aos munícipes as alternativas de destinação e disposição final adequados aos resíduos e rejeitos”, diz.  

Conheça os cursos na área de meio ambiente que o Senac São Paulo oferece.

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Tags: Senac São Paulo, catadores de materiais recicláveis, gerenciamento de resíduos sólidos, gestão ambiental, processo de reciclagem


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