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30/11/2018 17h44min

Senac São Paulo apoia o Dezembro Vermelho

Campanha é uma mobilização para enfrentamento do HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis.

Segundo o Ministério da Saúde, 40 mil novos casos de Aids são registrados por ano no Brasil. Há três décadas, quando a doença era sinônimo de morte, foi criado o Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro.

A iniciativa se tornou um marco sendo uma resposta global à epidemia e se fortaleceu com o surgimento do Dezembro Vermelho, uma mobilização com atividades direcionadas ao enfrentamento do HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis.

O Senac São Paulo apoia essa iniciativa, motivada pela Lei 13.504, instituída em outubro de 2017, que cria essa Campanha Nacional de Prevenção.

Hoje, o diagnóstico e o tratamento evoluíram e é possível conviver com HIV, mas continua sendo fundamental conscientizar a população sobre as formas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/Aids.

Divulgar essas informações e combater preconceitos é o foco da campanha Dezembro Vermelho. Para isso, serão realizadas em todo o país, ao longo desse mês, diversas atividades e mobilizações, tais como palestras e atividades educativas.

Além disso, monumentos públicos serão iluminados em vermelho. As fachadas de algumas unidades do Senac São Paulo integrarão esse movimento e receberão iluminação avermelhada ao longo da campanha.

Estatísticas
O Ministério da Saúde aponta que houve uma redução de 16% dos casos e óbitos causados pela doença no país nos últimos quatro anos.

Os dados mostram ainda que os homens são os mais vulneráveis à doença, pois 73% das novas infecções por HIV no Brasil acontecem entre pessoas do sexo masculino, sendo que 70% dos casos são registrados entre homens que estão na faixa etária de 15 a 39 anos.

O Brasil foi um dos primeiros países a fornecer tratamento gratuito para pessoas que viviam com Aids - em 1996 pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2013, adotou novas estratégias para frear a epidemia de Aids oferecendo tratamento a todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente de seu estado imunológico.

Com isso, o Brasil tem hoje uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de baixa e média renda, com mais da metade (64%) das pessoas vivendo com HIV recebendo tratamento, de acordo com o Ministério. A média global em 2017 foi de 59% - segundo dados do Unaids - Programa Conjunto das Nações Unidas (ONU) sobre HIV.

Diagnóstico
Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico do HIV aumenta a expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus, pois possibilita o tratamento adequado.

Além disso, mulheres que vivem com HIV têm 99% de chance de terem filhos sem o vírus se seguirem o tratamento recomendado durante o pré-natal, parto e pós-parto.

Por isso, o órgão recomenda que pessoas que passaram por uma situação de risco, como ter feito sexo desprotegido ou compartilhado seringas, façam o teste anti-HIV.

O diagnóstico da infecção pelo vírus é feito a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, existem os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Esses testes são realizados gratuitamente pelo SUS, nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

Os exames podem ser feitos de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, para facilitar a correta interpretação do resultado.

Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136) ou pelo site do
Ministério da Saúde.

Além da rede de serviços de saúde, existe a possibilidade de fazer os testes por intermédio de uma Organização da Sociedade Civil, no âmbito do Programa Viva Melhor Sabendo.

Prevenção
O preservativo (popularmente conhecido como camisinha) é o método mais eficaz para se prevenir contra muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Além disso, evita uma gravidez não planejada.

Os preservativos masculino e feminino são distribuídos gratuitamente em toda a rede pública de saúde. Para saber os locais que disponibilizam esse material basta ligar para o Disque Saúde (136).

A retirada gratuita de preservativos é um direito. Não devem ser impostas quaisquer barreiras ao acesso a esse insumo, nem devem ser estabelecidas cotas ou quantidade máxima.

Saiba mais em
Ministério da Saúde e Unaids.

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Tags: Dezembro Vermelho, HIV, Senac apoia, diagnóstico Aids, prevenção à Aids, saúde


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