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07/08/2017 15h19min

Docente compartilha com alunos construção de projeto vencedor do Prêmio POY Latam

“A primeira foto de um livro ou de uma exposição não é a primeira porque ela é a mais bonita ou mais interessante, mas porque ela conta algo que precisa estar no início”, destaca a docente dos cursos de fotografia do Senac Lapa Scipião, Daniela Agostini.

Essa foi uma das técnicas que ela utilizou em seu projeto autoral, que conquistou menção honrosa em um dos concursos de fotografia documental mais importantes e expressivos da área, o POY Latam 2017.

O trabalho da docente, intitulado O Vazio em Nós, parte de uma construção poética sobre o tédio e o vazio existencial do ser contemporâneo e concorreu na categoria Nuestra Mirada Sobre Memoria E Identidad (Nosso Olhar Sobre Memória e Identidade – tradução livre).

A seleção dos projetos pelo júri do concurso foi feita ao vivo pelo Facebook, permitindo compreender os critérios considerados nesse processo. “Foi possível notar o quanto uma narrativa coerente e um conjunto de imagens potentes eram o que eles analisavam em um primeiro momento, depois levavam em consideração a proposta escrita”.

E foi justamente a construção dessa narrativa e das imagens do projeto que a docente compartilhou com os alunos do Técnico em Processos Fotográficos da unidade durante a aula do dia 29 de junho.

Ela realizou uma atividade que aliou teoria e prática a partir dos temas Linguagem e Narrativas, para que a turma entendesse como foi elaborado o projeto finalista do prêmio e como eles podem desenvolver seus próprios projetos autorais.

“Cito o POY Latam nas aulas de fotojornalismo para incentivar a produção de projetos documentais, acho que agora vai ser possível falar sobre isso com mais propriedade, principalmente no sentido de entender melhor o pensamento do prêmio”, relata a docente.

Linguagem e narrativas
Na dinâmica realizada com os alunos, a ideia era criar um primeiro contato com as possíveis significações sobre linguagem e narrativa seguindo o mesmo processo que a docente utilizou para construir a proposta do ensaio premiado. A ação também destacou a importância do storytelling ou do encadeamento de ideias e mensagens quando se trabalha com um conjunto de fotografias documentais.

“Partimos de um volume maior de imagens, o mesmo que me deparei na primeira edição que fiz, e deixei a turma livre para criar as histórias que quisesse, apenas levando em consideração qual era o assunto a ser explorado”, conta Daniela.

Ela esclarece que quando os alunos entram em contato pela primeira vez com narrativas, é normal levarem em consideração a história em um sentido mais literal, com início, meio e fim, mas que esse raciocínio sofre grandes ampliações durante o curso, já que trabalham bastante com projetos a longo prazo.

“Com o tempo, eles entram em contato com mais referências e começam a perceber outras possibilidades de linguagem e narrativa. Dos grupos, apenas um arriscou trabalhar de forma menos literal, levando em consideração a linguagem na construção de um sentido maior na narrativa e mantendo o discurso extremamente alinhado entre as imagens do começo até o final”, avalia.

Ao término da dinâmica, Daniela apresentou seu projeto a partir de duas narrativas: uma com 40 imagens e outra mais sucinta que concorreu ao prêmio. Explicou as referências que embasaram a linguagem e a linha que seguiu na narrativa, sempre deixando claro que não existe um formato ideal, mas que é fundamental ter coerência com o tema a ser trabalhado.

E deixou uma última lição: “É necessário produzir trabalhos sobre assuntos que realmente motivam, sobre aquilo que acreditamos e queremos viver, já que o ponto crucial de um projeto é a vivência dele”.

O aluno Hugo Mota conta que conhecer o projeto da docente e participar da atividade permitiu compreender e praticar o tema da aula. “O compartilhamento do projeto mostra que mesmo em um curso com foco mais técnico, ter um bom trabalho faz a diferença no processo de fotografar, pois demostra que fotografia vai além de simplesmente conhecer os processos técnicos do equipamento, mas que se forma, antes de tudo, no olhar do fotógrafo”, diz Hugo.

O Vazio em Nós
O projeto fotográfico O Vazio em Nós, desenvolvido pela docente Daniela Agostini, tem como propósito a reflexão dos sentidos do ser e sua existência, baseado nos conflitos que a atualidade sugere, como incoerências de identidade, distanciamento da natureza, individualidade, narcisismo, ausência, solidão e desamparo. O ensaio é apresentado em 14 imagens produzidas ao longo de três anos e intercalam-se entre indivíduos, paisagens e ambientes, dispostos em dípticos para potencializar os temas centrais em forma de narrativa.

Daniela conta o desenvolvimento do projeto em relação à temática, poética, linguagem e narrativa. “O processo criativo foi extenso e o tempo foi fundamental para o entendimento do que foi produzido”, relata.

Ela, ainda, destaca a importância de continuar estudando e mostra o diferencial que o repertório teórico possibilita ao fotógrafo para a criação de um projeto autoral. “Depois de fotografar por quase 3 anos o mesmo assunto, decidi utilizar as exigências de uma monografia para estruturar melhor tudo isso. Nesse momento mergulhei em sólidas teorias sobre a significação filosófica, sociológica e psicológica sobre tédio e vazio existencial”.

Essa narrativa teórica do ensaio, inclusive, foi um dos diferenciais que conquistaram o júri do prêmio POY Latam 2017. “Eles comentaram sobre a proposta imagética apresentada, o formato em dípticos, o resultado sofisticado e o tema que tinha muita relevância dentro da categoria Identidade e Memória, pois abordei de forma ampla questões da sociedade contemporânea”, conclui a docente.

Confira acima a galeria com imagens do projeto e da dinâmica em sala de aula.

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Tags: Fotografia Documental, POY Latam 2017, Senac Lapa Scipião, concurso fotográfico, linguagem fotográfica, narrativa em fotografia, projeto O Vazio em Nós, prêmio de fotografia, storytelling em fotografia, técnico em processos fotográficos


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