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24/01/2017 17h48min

São Paulo: 4 séculos de história em 4 monumentos arquitetônicos

Estação da Luz em São Paulo

Estação da Luz, em São Paulo

Caminhar pelas ruas da capital paulista e observar as estruturas, curvas e linhas de seus inúmeros e ecléticos edifícios pode revelar a própria essência da cidade.

Afinal, um olhar mais atento pode enxergar nessa experiência os acontecimentos que marcaram a história de São Paulo a partir da evolução arquitetônica.

O artista e ilustrador francês Vincent Mahé contou, certa vez, que buscava inspiração para seus trabalhos na arquitetura parisiense. Ele dizia que “edifícios dizem tudo nas cidades” e definia essas obras como verdadeiras testemunhas do passado que o ajudavam a transformar as ilustrações em “máquinas do tempo”.

Ralf José Castanheira Flores, professor do Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Senac – Santo Amaro, concorda com esse pensamento e explica que arquitetura e história estão direta e intimamente ligadas.

“A arquitetura, artefato da cultura material essencial à vida e à sobrevivência humanas, tende a dar suporte ao cotidiano desde o momento mais primitivo: a necessidade de abrigo. Ela nasce e se desenvolve como um mecanismo de enfrentamento de intempéries, geografias e climas diversos”, conceitua.

Ele ressalta que, à medida em que as sociedades humanas vão se tornando mais complexas, a arquitetura também o faz e, a partir daí, ultrapassa o campo das necessidades físicas e entra também para o das representações culturais ao alcançar valor artístico. “É quando temos, por exemplo, os “estilos”. Assim a arquitetura atende a necessidades políticas, culturais, religiosas, de lazer e outros”, justifica.

Considerando que a maioria das estruturas arquitetônicas é concebida para durar, a arquitetura vai, com o tempo, transformando-se também em documento ou em monumento histórico.

Assim, segundo Ralf, além de suas funções primordiais, a edificação passa a representar um determinado momento de um país, povo ou região do mundo, tornando-se documento histórico digno de preservação, à medida em que as cidades se transformam.

Caminhos alternativos
Esse mesmo entendimento de Mahé e Ralf pode inspirar artistas, fotógrafos, arquitetos, paisagistas ou qualquer pessoa a circular por Sampa para comemorar os 463 anos da cidade e recordar - ou conhecer - um pouco dessa trajetória.

Pensando nisso, Ralf indica quatro monumentos e espaços arquitetônicos que retratam cada um dos quatro séculos da história de São Paulo.

Os quatro exemplos selecionados procuram mostrar a diversidade de manifestações e riqueza da arquitetura e estruturas urbanas paulistanas, sugerindo novas descobertas e possibilidades de exploração da cidade por meio de seus séculos de existência. E o melhor: todos estão abertos à visitação.

"É importante que as pessoas, ao 'descobrirem' a cidade, construam suas próprias conexões, reflexões, memórias e façam história", completa Ralf.

Confira as sugestões:



1 - Casa do Bandeirante, no Butantã
Edificação pertencente ao conjunto de obras arquitetônicas e monumentos que compõem o acervo do Museu da Cidade de São Paulo, esta obra é um exemplo das primeiras edificações paulistanas, do período colonial, conservando uma de suas técnicas mais tradicionais: a taipa de pilão. Remete a um momento histórico fundamental que é o das “entradas e bandeiras” ou dos bandeirantes, nos entre os séculos 16 e 17, quando expedições adentraram o território nacional e desbravaram, por exemplo, os campos e montanhas do ciclo do ouro em Minas Gerais.

Imagem: Casa do bandeirante. Acervo do Museu da Cidade - Governo do Estado de São Paulo

 


2 - Beco do Pinto, centro de São Paulo
Localizado entre o Solar da Marquesa de Santos e a Casa nº1, o Beco do Pinto era uma antiga ligação entre o largo da Sé e a várzea do Tamanduateí, por onde passavam os antigos moradores do centro velho da cidade. O Beco, que também pertence ao Museu da Cidade de São Paulo, é um importante exemplo de estrutura urbana e nos chama a atenção para o valor das ruas, calçadas, largos, praças e outros elementos que compõem a cidade e que estão além dos edifícios.

Imagem: Beco do Pinto. Acervo da Prefeitura de São Paulo
 

3 - Casa de Vidro, Morumbi
Projeto da arquiteta Lina Bo Bardi, que nasceu na Itália e migrou para o Brasil com o marido Pietro Maria Bardi, a Casa de Vidro é um dos maiores exemplos da arquitetura moderna brasileira e tem reconhecimento mundial. Construída na década de 50 do século 20, a residência dos Bardi apresenta elementos estéticos e técnico-construtivos alinhados ao ideário modernista, com exploração racional e criativa do concreto armado, do vidro e dos materiais industriais. Além disso, vale lembrar que Lina é autora dos projetos do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e do Sesc Pompéia.

Imagem: Casa de Vidro. Acervo do Instituto Lina Bo Bardi.
 

4 - Casa de Dona Sebastiana de Souza Queiroz, na Avenida Angélica
Exemplo rico e muito interessante da arquitetura eclética em São Paulo, a casa que pertenceu à Dona Sebastiana conserva elementos marcantes de um período em que a cultura brasileira inspirava-se nos hábitos e modos de vida franceses, já que no início do século 20 Paris era a cidade mais avançada e charmosa do mundo. Formas mais ricas e complexas, volteios, janelas diferentes e vitrais dão personalidade ao edifício que, além de seu valor histórico, abriga a sede paulista do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que é o órgão federal responsável pelos bens culturais brasileiros desde 1936.

Imagem: Casa de Dona Sebastiana de Souza Queiroz. Acervo Iphan - Governo do Estado de São Paulo.


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Para retratar outras paisagens paulistanas: Fotografando a capital do nascer ao pôr do sol

Tags: #VivaSampa, Arquitetura, Beco do Pinto, Casa de Dona Sebastiana de Souza Queiroz, Casa de Vidro, Casa do Bandeirante, História de São Paulo, São Paulo, aniversário da cidade de Sâo Paulo, centro de São Paulo, paisagens urbanas, patrimônio arquitetônico


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