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06/10/2016 11h23min

Jornalista aborda influência da tecnologia na TV e na cobertura cultural

Com 20 anos de carreira, Adriana Couto fala sobre caminhos no jornalismo e conexão do brasileiro com cultura

Adriana
Adriana

Quem atua na área de comunicação tem acompanhado, nos últimos anos, uma série de transformações nos formatos de conteúdo, plataformas de distribuição e mercado de trabalho, gerando uma onda de dúvidas sobre o futuro das diferentes atividades que formam o setor.

Mas há uma parte desses profissionais que olha de frente para as mudanças e busca se reinventar com elas. É o caso de Adriana Couto, apresentadora do programa Metrópolis, da TV Cultura.

"As novas tecnologias fizeram com que todos possam ser produtores de conteúdo, e o jornalista precisa entender que não é mais o único centralizador de informações", disse a profissional durante evento no Senac Lapa Scipião.

Adriana comandou, em 14 de setembro, a palestra Arte e Cultura na TV Aberta, uma das atividades realizadas na semana comemorativa aos 20 anos da unidade, referência em comunicação e artes. Curiosamente, a jornalista tem o mesmo tempo de carreira que o Senac Lapa Scipião, onde integrou a primeira turma do curso focado em locução da unidade.

Com uma trajetória consistente no jornalismo, Adriana fala da profissão com o frescor de uma recém-formada, além de abordar os desafios e contradições da área com muito bom humor. Com referências da escritora Clarice Lispector ao comediante Fábio Porchat, a jornalista mostrou como a internet tem modificado a atuação de comunicadores e influenciado novas experiências na televisão.

Curador de conhecimento
Em um cenário de excesso de informação, Adriana vê o papel do jornalista como um curador de conhecimento, alguém que consiga fazer uma interpretação do mundo e propor conexões de determinado conteúdo com a vida de quem está consumindo essas informações. 

Domínio técnico é outro item que a apresentadora vê como essencial para que os profissionais da área atuem de maneira mais estratégica. "Sou de uma geração na qual os processos de produção eram muito separados e hoje sofro por ter que correr atrás desse repertório técnico", afirmou.

Por isso, Adriana alerta que os novos profissionais não precisam focar em rádio, TV ou internet, mas sim buscar elementos que o tornem produtores de conteúdo audiovisual, independentemente da plataforma na qual atuará. 
Adriana
Internet e TV, lado a lado
O avanço da internet fez com que o público passasse a ter voz na televisão, e essa é uma das principais mudanças que a apresentadora vê nesse relacionamento.

"Quando eu era estudante de jornalismo, não imaginava que a tecnologia impactaria dessa forma a minha relação com as pessoas e com minha profissão. É muito bom poder ouvir as vozes da sociedade, que sempre existiram, mas que agora têm espaço para falar", disse.

Com o radar sempre ligado nas manifestações que surgem nos ambientes virtuais, Adriana conta que o Metrópolis tem incorporado alguns elementos inspirados nesse universo, como o uso de novas linguagens e reportagens mais dinâmicas.  

"Tem muita coisa interessante sendo produzida pelas pessoas na internet e precisamos aprender a olhar para essas novas possibilidades para aprender com esses diferentes estilos e ideias que estão surgindo", afirmou.

Além disso, o Metrópolis procura estar cada vez mais presente na internet, disponibilizando o programa na íntegra, reportagens individuais e conteúdos exclusivos para que o público acesse em diferentes momentos no site e nas redes sociais. "Hoje não dá para ser apenas um programa de TV, temos que fazer todas as conexões transmídias", disse. 

Arte para quem?
Os desafios enfrentados pela equipe do Metrópolis, programa que está no ar desde 1988, vão além das transformações que as novas tecnologias causaram na televisão. Ainda é preciso lidar com a falta de conexão de boa parte dos brasileiros com arte.  

Uma pesquisa divulgada no início do ano apontou que 47% dos entrevistados não fizeram nenhum programa de lazer cultural em 2015. A falta de hábito é o principal motivo, sendo apontado entre 63% e 88% dos que foram consultados pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), em parceria com o Instituto Ipsos.

Para Adriana, o caminho para aumentar o envolvimento dos brasileiros com cultura é instigar as pessoas, desde a infância, a produzirem arte. O consumo cultural seria uma consequência natural desse estímulo.
Adriana
Mas, por enquanto, essa falta de conexão do público com o tema continua impactando os números do Metrópolis. "Talvez a gente nunca tenha uma audiência gigante, mas existe uma necessidade desse tipo de programa. O Metrópolis atua como resistência cultural na TV brasileira", afirmou a apresentadora, que vê na atividade um meio de transformação social. "A arte pode ser consumida por todos, pode ser sentida por todos", disse a jornalista.

Recém-formada em jornalismo e em um curso de locução do Senac Lapa Scipião, Regina Dourado deixou a palestra animada com as possibilidades e reflexões apresentadas por Adriana.

"Sempre fui apaixonada por jornalismo, porque ele me dá a possibilidade de ser várias coisas. E a grande mensagem que levo da palestra da Adriana é de procurar se capacitar cada vez mais, além de não desistir dos seus sonhos, porque, mesmo com todas as mudanças, há espaço para todos atuarem no setor", disse Regina.

Conheça os cursos na área de comunicação e artes oferecidos no Senac Lapa Scipião.

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Tags: 20 anos do Senac Lapa Scipião, Adriana Couto, Arte, Cultura, Internet, Jornalismo Cultural, Metrópolis, Redes Sociais, Senac Lapa Scipião, Senac São Paulo, TV, TV Cultura, YouTube, jornalismo, televisão


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