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03/10/2016 13h13min

Influenciadores digitais: o papel da comunicação nas novas profissões

YouTuber Júlia Tolezano, a Jout Jout

A YouTuber Jout Jout participou da programação de aniversário de 20 anos do Senac Lapa Scipião

Ainda faltava uma hora para o início do evento, mas o átrio do Senac Lapa Scipião já estava cheio de adolescentes e jovens adultos, gesticulando e conversando com toda a ansiedade que a proximidade de um ídolo pode causar.

Mal as portas do auditório se abriram e eles lotaram o ambiente. Houve quem ficasse em pé ou tentasse sentar no colo do colega. A onda dos Youtubers como fenômeno seria o tema discutido na tarde do dia 15 de setembro, durante a comemoração dos 20 anos do Senac Lapa Scipião, mas não havia como negar: eles estavam ali para ver de perto Júlia Tolezano, a Jout Jout, uma das personificações desse fenômeno.

De cachos soltos e rosto lavado, a youtuber cumprimenta primeiro a plateia: “Que dó, gente... Vocês estão de pé! Vão sentar no chão? Tá tudo bem pra vocês? Então tá bem!”

A última frase arranca sorrisos de reconhecimento, pois é um bordão recorrente nos vídeos da jornalista, que aborda desde assuntos cotidianos, como pedir uma pizza, até temas carregados de representatividade. Seu vídeo de maior sucesso, Não tira o batom vermelho, alcançou mais de 2 milhões de visualizações falando sobre relacionamentos abusivos.

Mas é sua irreverência que faz com que tantas pessoas se identifiquem com ela, e a naturalidade está presente também no palco, apesar do nervosismo que ela garante estar sentindo. “Gente, eu lido com uma câmera, não com uma plateia”, ela diz.

Foi esse nervosismo e a insegurança de lidar com críticas que levou a carioca de 25 anos a começar a gravar os vídeos, que eram mostrados inicialmente apenas para amigos próximos. Esses amigos se multiplicaram e, hoje, seu canal tem mais de um milhão de assinantes. “Ainda estou conversando com amigos, quem assiste os vídeos é meu amigo. Só não os conheço ainda. Nós somos uma grande família”.

Autenticidade

O uso de vlogs como ferramenta terapêutica também foi o que levou Paulo Cezar Goulart Siqueira, mais conhecido como PC Siqueira, a se aventurar na internet. “Eu era youtuber antes de existir youtuber”, conta durante o Encontro de Blogueiros, realizado na mesma data na unidade. Em um bate-papo com Lalai Person, blogger de viagem e lifestyle, e Ida Feldman, influenciadora digital, ele explorou como é possível profissionalizar essa produção de conteúdo para a web.

Se o YouTube tem 11 anos de existência, PC Siqueira está lá há mais da metade deles. Desde 2009, o paulista grava vídeos semanais para a plataforma, falando sobre temas do cotidiano e dando opiniões polêmicas. A autenticidade, segundo ele, é a principal característica de quem faz sucesso na rede – mas ela não é garantia de sucesso imediato.
“Se
“Se você quer ser youtuber, precisa querer produzir conteúdo em primeiro lugar. Se você não ficar famoso com isso, não significa que deu errado. Se tiver paixão e curte o que está fazendo, está dando certo”, diz.

Quantidade x qualidade

Ele também explica que a definição de sucesso é relativa: seus vídeos, que costumavam alcançar uma média de 500 mil visualizações, hoje atingem cerca de 200 mil pessoas. Mas, segundo ele, isso não significa necessariamente um declínio, já que a estimativa de minutos assistidos - métrica utilizada pelo YouTube para calcular o tempo de permanência do público em um vídeo – de seu canal, é alta. “Quanto mais tempo você mantiver o público no ambiente, mais valor você tem para a rede”, diz, explicando que a faixa etária de seu público também subiu.

“Hoje quem me assiste não são mais os adolescentes, são os adultos que trabalham e têm poder de consumo próprio. Para as marcas, isso é muito mais valioso”, ensina PC. Isso permite que ele atrele sua imagem a produtos voltados para o público adulto, como cervejas.

Mas ele garante que a audiência tende a ver com olhos negativos qualquer publicidade em canais mais pessoais, principalmente com marcas totalmente desconectadas à personalidade e conteúdo apresentados, fazendo com que adotasse como política anunciar somente produtos que ele já utilize ou que realmente utilizaria.

Jout Jout conta que seu vocabulário escrachado e opiniões fortes não afastam as empresas. Pelo contrário, os anunciantes que a procuram geralmente conhecem o conteúdo ao qual estão buscando se associar, apesar de contar já ter recebido propostas que fugissem à linha editorial de seu canal.

Mercado

Ida Feldman, por exemplo, tem uma persona virtual inteiramente voltada para escancarar a realidade não tão glamourosa dos influenciadores digitais: a Blogueira Trash. Mostrando que boa parte das agências de publicidade ainda está engatinhando na questão de relacionamento com esses novos profissionais de mídia, ela revela que nem todos os mimos que chegam para os blogueiros são incríveis.

Lalai Person, do blog Chicken or Pasta, explica que isso acontece porque essas agências tendem a se preocupar mais com os números do que com o conteúdo apresentado. Ela fala com propriedade: já trabalhou como promoter de eventos em São Paulo e fundou uma agência de mídias digitais, permanecendo por anos do outro lado desse mercado, antes de decidir se dedicar integralmente à produção de conteúdo.

“Quando fundamos o blog, nosso objetivo não era ganhar dinheiro. Queríamos ganhar viagens”, conta ela. A primeira pessoa do plural é usada porque o Chicken or Pasta tem uma equipe diversificada: são seis pessoas com ela, incluindo um arquiteto, designer e fotógrafo, além de colaboradores esporádicos.

Mesmo com uma equipe de peso, demorou até que as empresas acreditassem no potencial do blog, justamente pela falta de métricas impactantes. Lalai explica que usou seu background publicitário para estruturar um projeto profissional de cobertura de festivais de música ao redor do mundo, e passou cerca de um ano ouvindo negativas, até que uma companhia aérea concordasse em patrocinar a ideia.
“Se

“Ainda não vivo do blog, não ganho dinheiro com isso. Mas já passo mais tempo na estrada do que em casa, e isso, para mim, é sinônimo de sucesso”, afirma ela.

Mas também é possível se profissionalizar e lucrar com a carreira de influenciador digital. Conheça os métodos e as qualificações que os participantes encontraram para se estabelecer nesse mercado: Influenciadores digitais: a qualificação como caminho para o futuro desse mercado.

Conheça os cursos na área de comunicação oferecidos pelo Senac Lapa Scipião.

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Tags: 20 anos, 20 anos do Senac Lapa Scipião, Influenciadores Digitais, Jout Jout, PC Siqueira, Senac Lapa Scipião, Senac SP, YouTube, blog, vlog


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